sexta-feira, janeiro 24, 2014

Como está o seu nível de amor?

“Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil.”
Clarisse Lispector

Como está o seu nível de amor?

“Se eu falar com eloquência humana e com êxtase que é própria dos anjos e não tiver amor, não passarei do rangido de uma porta enferrujada. Se eu pregar a Palavra de Deus com poder, revelando todos os mistérios e deixando tudo claro como o dia, ou se tiver fé para dizer a uma montanha: ‘Pule!’ E ela pular e não tiver amor, não serei nada. Se eu der tudo que tenho aos pobres e ainda for para a fogueira como mártir mas não tiver amor, não cheguei a lugar algum. Assim, não importa o que eu diga, no que eu creia ou o que eu faça: sem amor, estou falido”.  1 Coríntios 13:1-3.

O principal tema que o apostolo Paulo desenvolve na sua Primeira Carta aos Coríntios no capitulo 13 é o Amor. Na sua longa e objetiva descrição deste tema ele o situa como a mais duradoura experiência humana e mais fundamental. 

O amor para ele é mais importante que todo conhecimento cientifico, mais valioso que qualquer expressão religiosa e superior a qualquer manifestação de filantropia. 

Paulo tece algumas negativas sobre o amor, ao dizer, por exemplo, que o amor ‘não é esnobe, não se impõem sobre os outros, não age na base do eu primeiro, não perde as estribeiras e não contabiliza os erros dos outros. 

Mas, ele também faz as afirmativas sobre o amor quando diz que o amor prossegue até o fim, tem prazer na verdade, tolera qualquer coisa, confia sempre em Deus e sempre procura o melhor.
Entre estas afirmativas e negativas do texto ele acentua o caráter perene do amor ao dizer que o amor nunca desiste e nunca morre. É interessante que, no meio do capitulo, Paulo aparentemente muda de assunto e diz uma coisa que parece não ter nada a ver com o texto: “Quando eu era menino, pensava como menino, agia como menino, sentia como menino; quando cheguei á idade adulta, desisti das coisas próprias de menino” (1 Coríntios 13:11). 

Porque, para amar de verdade é preciso mudar constantemente a forma de se comunicar, ou melhor, é preciso amadurecer. Quando se é criança existe uma linguagem própria para nos expressarmos com o mundo, mas quando se cresce a linguagem precisa ser alterada para que sejamos compreendidos. 

Assim acontece também com o amor, de acordo com o escritor e terapeuta de casais, Gary Chapman: "Cada pessoa tem uma linguagem específica de amor pela qual o comunica e o recebe. Aprender qual é a linguagem própria de cada pessoa que amamos na questão do amor é fundamental para que não se crie uma falsa impressão de que não estamos sendo amados ou que não sabemos como amar". 
               
Ross Campbell, psiquiatra docente na Universidade do Tennessee afirma que “Dentro de cada criança há um tanque emocional à espera de ser cheio com amor. Se ela se sentir amada, vai se desenvolver normalmente.

Porém, se o seu Tanque de Amor estiver vazio ela apresentará muitas dificuldades no seu desenvolvimento. Muitos problemas de comportamento de uma criança provém do fato de seu Tanque de Amor estar vazio”.
Isso dito de outra forma implica em identificar que muitos comportamentos rebeldes de crianças e adolescentes não são simplesmente um grito de provocação, mas um pedido de socorro – a rebeldia é a forma de chamar a atenção para o fato de que a criança não se sente amada.

Todos nós crescemos, mas essa característica – querer ser amado – não desaparece. Por isso, muitos dos conflitos conjugais e ameaças de divórcios, crises com filhos podem ser sintomas de que o tanque de amor anda vazio e precisa ser cheio novamente. 

Quando existe uma crise nos relacionamentos geralmente a nossa preocupação é defender quem tem razão, quem está certo – é como se tentássemos vencer uma batalha, uma disputa.

No entanto, estamos indo para uma guerra em que todos irão perder. 

Porque a pergunta não deve ser: ‘quem está com a razão’ e sim ‘quem vai trazer o amor de volta’. 
A necessidade, portanto, é identificar que a maioria dos problemas em relacionamento tem a ver com uma carência – não estar se sentindo amado.

O foco não é tentar mudar a outra pessoa, mas melhorarmos a nossa abordagem e descobrirmos como amar aqueles que convivem conosco.

Se aprendermos a dar amor na linguagem certa do outro estaremos enchendo o seu tanque.

E quem está suprido, dificilmente terá motivos para se queixar."

Extraído - Blog Semana Tranquila - Café com Deus

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