quinta-feira, janeiro 30, 2014

O que fazemos das nossas tristezas?

“O que fazemos das nossas tristezas? Que tipo de atitude adotamos quando algo abala nosso humor e motivação para viver?

Existem duas maneiras diferentes de lidarmos com a tristeza.  A primeira e mais comum é aquela que conduz à depressão e ao hábito do lamento, que não permite encontrar nenhuma saída, que faz da existência um peso cada dia maior. Quem permite que a tristeza o desvie de Deus, vive cheio de remorsos, que podem levá-lo a um estado terminal. 

Mas existe uma outra maneira mais produtiva de tratarmos nossos momentos de tristeza. Porque se nós a levarmos a Deus em oração ela irá, como em tudo que acontece na vida sob a redenção, ser transformada em um fruto. Toda tristeza que passa por Deus sai convertida em resultados que beneficiam a nós, que nos ajudam a viver ainda melhor, que nos conectam com a humanidade e despertam o melhor em nossas vidas. 

1. A tristeza enfrentada com Deus muda a nossa perspectiva das coisas.

O importante não é o motivo da tristeza, seja ele uma perda, um prejuízo financeiro, uma enfermidade, um rompimento de algum laço afetivo. Todos podem estar sujeitos a tristeza em algum momento. Mas o desafio que a tristeza desperta é a mudança. Porque há pessoas que pioram com a tristeza e há pessoas que melhoram com ela. O fato é que toda tristeza produz mudanças significativas e permanentes. Ninguém que passe pela dor, em alguma medida, permanecerá o mesmo depois dela. 

A questão é se nossa mudança nos ajuda ou nos atrapalha. Se ela nos torna mais humanos, mais sensíveis e cuidadosos, ou se simplesmente nos mergulha na espiral da culpa e do ressentimento, quando tentamos achar o resto da vida um culpado pelo que nos aconteceu. 

2. A tristeza enfrentada com Deus cura nossas emoções.
   
Toda nossa estrutura psíquica é abalada com a tristeza. Não apenas o bom humor desaparece como também ocorrem somatizações dela no corpo. Existem pessoas que não tem nenhum diagnóstico de doença, mas que sentem todo tipo de dores. O corpo está saudável, mas a mente não. Enquanto guardamos para nós nossas tristezas, as emoções começam a ficar quimicamente contaminadas e repercutem nos órgãos do corpo, prejudicando o quadro geral da saúde. Não é sem razão que a Bíblia recomenda tanto a pratica da oração. Porque quando oramos nós desabafamos com Deus certas coisas que não temos a coragem de confessar a ninguém mais. Jesus disse que toda vez que alguma ansiedade ou medo quiser tomar lugar na consciência devemos procurar um lugar, reservado e sozinhos, com Deus abrirmos o coração sem reservas, contando tudo com detalhes a Ele.
     
Os benefícios da oração não são como alguns pensam religiosos e espirituais. Seus benefícios são mentais, físicos, emocionais e relacionais. Paulo diz em Filipenses 4.6-7: 'Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus'.
     
Ao orar, ao praticar o desabafo com Deus, isso pode se transformar em choro, em verbalização da ira, em explosão de emoções. E isso é terapêutico, porque Deus aceita nos ouvir e permite que coloquemos para fora nossa tristeza. Ele mesmo, convida você, hoje, a fazer isso, a fim de provar um pouco de alegria no meio deste vale de pranto.”

'Lave sua tristeza com o sabão da oração'

Extraído  - Semana Tranquila - Café com Deus

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